Rio de Janeiro, 15/06/2012 - Ontem, no segundo dia da Rio+20, ocorreu, no Galpão da Cidadania, o Seminário “Cultura, Comunicação e Desenvolvimento”, uma parceria entre o Ministério das Comunicações (MiniCom) e o Ministério da Cultura (MinC).
Depois das questões levantadas pelo mediador propondo uma discussão sobre liberdade de expressão e o papel da comunicação no estímulo às novas formas de manifestações culturais, as falas do seminário giraram em torno da necessidade de conjugar comunicação e cultura; da regulamentação das comunicações no Brasil; e da qualificação dos conteúdos distribuídos.
O primeiro a responder aos questionamentos foi o coordenador-geral de Formação da Secretaria de Inclusão Digital do MiniCom, Dênis Rodrigues, que, em sua apresentação, ressaltou a importância do diálogo entre o Ministério das Comunicações e o Ministério da Cultura. A partir daí passou a listar uma série de ações onde ambos os ministérios caminham para a mesma direção, como a geração de conteúdos para as mídias digitais; a discussão sobre o conhecimento livre; o respeito aos saberes populares e a construção de redes na tentativa de construir uma democracia da comunicação.
Dênis Rodrigues, coordenador-geral de Formação da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, em seminário na Rio+20. (Foto: André Marinho/Cara Preta Comunicação)
Além disso, Dênis Rodrigues apresentou um breve histórico da Secretaria de Inclusão Digital e apontou que todas as suas frentes envolvem, de uma forma ou de outra, comunicação, cultura e desenvolvimento. Para finalizar, citou alguns programas que visam modificar o mapa da exclusão no Brasil, como o “Telecentros.BR” e o “Computadores para a Inclusão” - um centro de recondicionamento de computadores.
O diretor do Departamento de Avaliação e Acompanhamento do MiniCom, Octávio Pieranti, fez uma restropectiva histórica dos papéis da comunicação e da cultura na discussão sobre a qualificação de conteúdos e sua distribuição. Segundo ele, os campos da comunicação e da cultura foram, durante muito tempo, divididos. A comunicação seria responsável apenas difusão e distribuição, não importando o conteúdo, e sim o meio. Já à cultura caberia a produção, ou seja, o que importa seria o conteúdo e não meio.
À direita, Octavio Pieranti, diretor do Departamento de Avaliação e Acompanhamento do Ministério das Comunicações, durante debate na Rio+20. (Foto: André Marinho/Cara Preta Comunicação)
Ainda segundo Pieranti, a partir do início do governo Lula, a produção e a distribuição começaram a ser vistos como aspectos complementares e no final de 2009, início de 2010, o MinC mergulha de cabeça nos temas de comunicação passando, então, a se preocupar com a distribuição do conteúdo produzido. Na mesma época, o MC passa também a se preocupar com a qualificação do conteúdo difundido. Para finalizar, ele aborda a questão da regulamentação da comunicação afirmando que ela deve acontecer perpassando meios e conteúdos, mas sem deixar de lado a voz do público.
Também participaram do seminário o secretário de Políticas Culturais do MinC, Sérgio Mamberti; a secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana; e a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg.
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