Bernardo diz que sistema atual de multa na radiodifusão é pouco efetivo

Brasília, 16 de março de 2011 – O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse aos parlamentares da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado que o sistema atual de multa por infrações dos radiodifusores é pouco efetivo e a proposta é adotar um critério progressivo de sanções que, se houver reincidência continuada, poderá levar até à cassação da outorga.

 

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Foto: Herivelto Batista
Brasília, 16 de março de 2011 – O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse aos parlamentares da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado que o sistema atual de multa por infrações dos radiodifusores é pouco efetivo e a proposta é adotar um critério progressivo de sanções que, se houver reincidência continuada, poderá levar até à cassação da outorga.

 

Esta e outras medidas fazem parte das Diretrizes e Programas Prioritários do Ministério das Comunicações apresentado por Paulo Bernardo aos senadores da CCT durante audiência pública realizada nesta quarta-feira, em Brasília.

Bernardo afirmou que foi um debate “muito produtivo” e do qual saiu “convencido” da necessidade de se fazer uma revisão no Programa Nacional de Banda Larga para incluir os Estados do Norte. “Nas telecomunicações tudo muda com grande velocidade e hoje, apenas um ano depois da concepção do PNBL, temos novas possibilidades técnicas que permitirão a revisão para incluir os Estados do Norte”. Segundo Bernardo, estão adiantadas as negociações com a Petrobrás para uso da fibra ótica nos equipamentos da empresa na Região Norte.

O Ministro destacou que esta questão será resolvida nos próximos dias. Acrescentou que a Telebrás será a empresa responsável por administrar o tráfego, mas existem ainda questões pendentes como acertos entre as partes sobre a remuneração pelo uso.

FUNDOS DE TELECOMUNICAÇÕES

Respondendo aos questionamentos sobre o contingenciamento dos Fundos de Telecomunicações como o FUST e o FUNTTEL, Bernardo disse esses fundos foram usados durante anos para fazer

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Foto: Herivelto Batista
superávit porque as regras fixadas na Lei não eram operacionais, além do que, seguidas Ações de Inconstitucionalidade impetradas no Supremo Tribunal Federal também dificultaram a utilização.

 

“Somos a favor de  resolver esta questão e queremos gradativamente ir utilizando os recursos desses fundos a partir deste ano com a aprovação do projeto de lei já acertado e negociado que irá resolver este imbróglio que já dura 14 anos”, afirmou. Citou como exemplo o aumento do orçamento do FUNTTEL  de R$ 40 milhões para R$ 200 milhões em 2011.

Bernardo falou longamente sobre o Programa Nacional de Banda Larga e as ações já realizadas no sentido de atingir objetivo de massificar a internet no Brasil, oferecendo o serviço a um maior número de pessoas a preços reduzidos. “Queremos avançar muito nesta questão da banda larga”, disse. E acrescentou que “vamos oferecer pelo menos o serviço mínimo a quem hoje não tem nada e também  agir para que o país possa oferecer quem precisa de 5, 10, 50 mega, difíceis de obter por aqui”, afirmou.

Um dos entraves apontados pelo Ministro na massificação da banda larga no país é o aluguel dos postes, cujo preço varia muito entre pequenos e grandes provedores. “Não queremos regular demais, mas  também não pode ter superexploração como é hoje”, disse Bernardo.


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