Ministro Paulo Bernardo detalha as frentes de negociação para implementar Plano Nacional de Banda Larga

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Convênio de pequenos provedores com a Telebrás e trabalho em parceria com concessionárias de energia estão em pauta

Repórter: Diante do quadro traçado por associações de provedores sobre os serviços de banda larga no Brasil, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, já começou a levantar as possibilidades que podem ser colocadas na mesa de negociações para reduzir as dificuldades das pequenas empresas. Uma delas é melhorar o acesso ao crédito. Como são provedores pequenos, muitos não conseguem reunir garantias necessárias para o financiamento. Uma das hipóteses que o governo vai estudar é usar o fundo garantidor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, para facilitar a vida das empresas pequenas especificamente no Plano Nacional de Banda Larga. A intenção é conversar ainda com bancos federais e levar a questão à diretoria da Telebrás, para que atue como parceira. A decisão, no entanto, depende de um entendimento de toda a sociedade, como ressalta o novo secretário de telecomunicações do Ministério, Nelson Fujimoto.

Secretário de telecomunicações, Nelson Fujimoto: Nós vamos conversar não só com os pequenos provedores. Vamos conversar com os grandes também, aqueles que produzem equipamentos de Telecom. Enfim, vamos conversar as entidades da sociedade civil. Vamos conversar também com o pessoal da defesa do consumidor, ou seja, com todo o pessoal que já participa do fórum. Então, o ministro quer ouvir todo mundo.

 

Repórter: Outra vertente de negociação foi levantada pelo ministro Paulo Bernardo. Em parceria com o Ministério de Minas e Energia, comandado por Edison Lobão, Bernardo estuda a possibilidade incluir as concessionárias de energia nos planos de acelerar a banda larga no País.

 

Ministro Paulo Bernardo:No caso das concessionárias federais ou aquelas que foram federalizadas, nós já conversamos com o ministro Lobão. Ele já está preparando uma nota técnica sobre isso. Nós queremos fazer um convênio para a Telebrás centralizar a destinação dessas fibras ópticas para o comércio de internet. No caso de distribuidoras privadas ou mesmo as estaduais, nós temos que buscar as empresas e os governos para trabalhar com eles.

 

Repórter: Conversas com governadores para garantir facilidades para o setor de internet em alta velocidade nos estados também estão na pauta. O ministro Paulo Bernardo acredita que vai ser possível concluir a rodada de audiências com empresas e com entidades da sociedade civil até o meio do ano.

 

 

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