Repórter: Além da massificação do acesso a internet no país, o programa nacional de banda larga também visa trazer outros benefícios à população. Esse foi o tema da palestra do secretário de telecomunicações do Minicom, Nelson Fujimoto, no seminário políticas de telecomunicações realizado em Brasília nesta quinta-feira. O secretário explicou que a atuação do PNBL inclui a regulação dos serviços, o monitoramento do alcance e da qualidade e o incentivo à política produtiva e tecnológica. Nelson Fujimoto afirmou que o governo pretende privilegiar, na licitação dos serviços, contrapartidas ligadas ao dia a dia do cidadão, como o investimento em infraestrutura.
Secretário de Telecomunicações, Nelson Fujimoto: Ao invés de eu fazer um leilão de radiofrequência ou de outorga de um serviço e só ter como contrapartida recursos no caixa do Tesouro, que às vezes não retornam para o próprio serviço, para melhoria e inovação do serviço, nós poderíamos estar trocando isso por outras coisas por exemplo, conexão de escolas, postos de saúde, levar banda larga em alta velocidade.
Repórter: O secretário também destacou que o importante não é só conectar, mas fazer um uso produtivo da tecnologia com o desenvolvimento de conteúdos e aplicações.
Secretário de Telecomunicações, Nelson Fujimoto: Nós estamos já trabalhando com foco bastante forte na questão da saúde e da educação como elementos motivadores desse grande esforço de expansão da banda larga no país. Então, isso envolvendo não só a questão de chegar com a banda larga nas escolas, mas sobretudo desenvolver nas escolas a questão dos terminais até a questão do conteúdo educacional.
Repórter: Realizado durante toda a quinta-feira, o seminário reuniu diversos representantes do setor de telecomunicações e também teve como palestrantes o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo e o secretário executivo Cezar Alvarez.
De Brasília, João Eduardo Sena
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