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Repórter: Um projeto implementado pelo Ministério das Comunicações vai virar modelo para o mundo todo. O programa de exportações usando os serviços postais é pioneiro. Foi desenvolvido pelo Brasil há onze anos e já chegou a seis países da América do Sul. Agora, os detalhes técnicos do programa, um passo a passo para que ele saia do papel vão ser reunidos em documentos que devem guiar nações de outros continentes a usarem a rede postal para vender seus produtos no mercado externo. No mês de maio, o Brasil e a União Postal Universal, agência das Unidas que trata do assunto, vão assinar um memorando para concretizar a proposta e reconhecer o Exporta Fácil como referência. O programa reduz a burocracia e diminui os custos de embarque na hora de remeter produtos brasileiros para fora do país. A coordenadora do projeto de exportações por envios postais, Rose Mary Antunes, dá a dimensão que o programa pode atingir.
Rose Mary Antunes, coordenadora do programa de exportações por envios postais: Nós temos a oportunidade de montar uma cadeia de logística internacional utilizando o setor postal como facilitador das exportações da micro e pequena empresa. E é um bom exemplo de como o Brasil pode atuar no cenário internacional, fazendo o processo de cooperação de forma exitosa, de forma solidária, apoiando o desenvolvimento de setores produtivos de outros países e incentivando a implantação de políticas públicas de inclusão.
Repórter: A ideia é que os técnicos do MiniCom elaborem duas ferramentas: um guia com as indicações técnicas para tornar o Exporta Fácil realidade em outros países e um manual com informações estratégicas para os governos interessados. Além disso, um curso de capacitação deve ser realizado pelo Brasil para treinar os interessados.
De Brasília, Andréa Xavier
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