Bernardo aponta necessidade de políticas integradas de comunicação

Rio, 18/02/2013 - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse na abertura da 3ª edição do Rio Content Market que o governo olha as comunicações como "um todo" a partir da constatação de que "a convergência tecnológica"  reduz as "fronteiras entre o que é produto, serviço e infraestrutura" .

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Bernardo acrescentou que o investimento em infraestrutura de comunicações é  "importante mas não suficiente" para que o Brasil possa também participar do "competitivo, inovador e lucrativo mundo das indústrias criativas".

O Rio Content Market é um evento internacional sobre produção de conteúdo multiplataforma aberto à indústria de televisão, cinema, jogos eletrônicos e aplicativos e leva anualmente ao Rio de Janeiro cerca de 3 mil participantes desta indústria. Com a crise na Europa e o alto desempenho da produção brasileira provocada pelos novos recursos do Fundo Setorial de Audiovisual depois da aprovação da lei 12.485/11, é grande o interesse dos estrangeiros pela aquisição e co-produção de conteúdos brasileiros.

O ministro disse ainda que o governo está atento a este novo mundo digital e as oportunidades que aparecem e vem procurando incentivar os desenvolvedores de aplicativos no Brasil. Destacou dois convênios firmados pelo Ministério das Comunicações com os governos do Estado de Pernambuco e Rio Grande do Sul para implantar dois centros de produção e pós-produção de conteúdo. Para outras ações semelhantes o Ministério conta com um orçamento inicial de R$ 30 milhões.

Esclareceu que junto com vários órgãos do governo, o Ministério das Comunicações pretende construir as bases do que poderá se tornar uma Política Nacional para Conteúdos Digitais Criativos. "Queremos criar condições para que o Brasil aproveite a oportunidade econômica gerada pelo investimento nas cadeias de valor e em arranjos produtivos locais dos setores de audiovisual, jogos eletrônicos, visualização, música e som e aplicativos de tecnologia da informação e comunicação".

Bernardo acredita que a nova Lei da TV por assinatura fará triplicar o atual volume de investimentos no setor audiovisual. REssaltou, no entanto, que o caminho a percorrer será longo porque apesar do país ocupar o 7º lugar no ranking de audiência de vídeo na internet, representa apenas 0,1% apenas do faturamento global dos segmentos de conteúdo - TV, filmes, internet, jogos e música.

O ministro destacou para os participantes do Rio Content Market que o governo quer incentivar a capacitação técnica de mão de obra de alta qualificação. Para isso, está participando do programa do Pronatec, programa do MEC voltado para o ensino técnico, e deverá criar em 2013, centenas de vagas na área de comunicações voltada para conteúdo.

Ressaltou novos estudos para alavancar  e estimular cadeias produtivas ligadas aos conteúdos digitais criativos dentro do Programa Nacional de Banda Larga e outras frentes governamentais.

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