A grande questão é viabilizar recursos e fazer investimentos para aumentar o acesso à banda larga
Brasília, 11/04/2013 - "A grande questão da internet hoje no Brasil é a infraestrutura" - foi o que disse o ministro Paulo Bernardo durante audiência com representantes de entidades da sociedade civil, como Intervozes, Instituto de Defesa do Consumidor, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Proteste, Clube de Engenharia e Instituto Telecom ,que organizam o movimento "Banda Larga é um Direito Seu".
(Foto: Herivelto Batista)
Márcio Patusco, do Clube de Engenharia, representando os demais, apresentou sugestões para ampliar o acesso da banda larga no país. Na apresentação, destaca que os serviços oferecidos pelas operadoras de telefonia privadas e o PNBL popular não são suficientes para atender às áreas de menor renda e sugerem que, ao contrário do que existe hoje no Brasil, o regime de banda larga seja oferecido em regime público como é atualmente a telefonia fixa.
O ministro das Comunicações disse que está aberto a estudar as sugestões apresentadas mas adiantou que o regime neste momento não está em debate. "Nós não estamos discutindo mudança de regime", afirmou. Segundo Bernardo, o governo quer viabilizar recursos e fazer investimentos em parceria com o setor privado para aumentar a acesso à banda larga. Destacou que o Ministério das Comunicações optou pela desoneração da construção de redes para incentivar investimentos e ampliar o acesso à banda larga e isso foi entendido como um benefício para operadoras, "como se fosse um absurdo".
"Podemos desonerar automóveis, máquinas e equipamentos, então por que não se pode desonerar a banda larga se todos nós achamos que isso é absolutamente essencial para o desenvolvimento do país?", indagou.
De acordo com o ministro, a questão da internet deve ser analisada de modo mais abrangente. "As condições geográficas, ambientais e socioeconômicas do país vão exigir que nós usemos mais de um tipo de tecnologia. Não dá para fazer tudo usando só fibra óptica. Tem lugar em que não dá para fazer, como no interior da Amazônia. Em lugares mais acessíveis, teremos que fazer por meio de rádio, tecnologia 3G ou 4G. Já nas regiões mais encravadas na floresta vamos ter que fazer provimento por satélites", disse, observando que o MiniCom, junto com a Telebras, está contratando um satélite voltado exclusivamente para as telecomunicações.
Segundo Bernardo, quando se trata de internet, é um erro falar só em rede fixa, "pois hoje a internet móvel tem viabilidade econômica muito maior e, mais do que isso, tem atração para o usuário, que prefere andar com a sua internet no bolso".
Além disso, prosseguiu, é preciso considerar que nos custos de internet há um componente muito importante nas conexões internacionais: "quem controla o cabo comanda toda a comunicação. Estamos trabalhando com a ideia de ter um cabo submarino e poderemos fazer uma associação com uma empresa privada", anunciou.
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