Em entrevista nesta segunda-feira, ministro frisou que o objetivo do governo não é tratar as empresas como vilãs, mas garantir qualidade para o consumidor
Brasília, 23/07/12 – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ressaltou que as empresas de telefonia móvel precisam demonstrar o compromisso de atender melhor o consumidor e resolver os problemas apresentados na qualidade do serviço, que resultaram na suspensão pela Anatel da venda de novas linhas a partir desta semana. Nesta segunda-feira, Bernardo recebeu o presidente da Claro, Carlos Zenteno, que veio apresentar um plano de investimentos da empresa na expansão das redes.
“Ninguém acha que se resolve o problema de rede de empresas nacionais em poucos dias. Mas elas têm que apresentar sim um compromisso de melhoria, de atender melhor. As deficiências no atendimento estão saltando aos olhos”, disse.
Em conversa com jornalistas após a reunião com Zenteno, o ministro afirmou que, embora seja uma medida dura, a Anatel tomou a decisão correta ao penalizar as empresas que apresentaram os piores índices em cada estado do país. No entanto, enfatizou que o objetivo do governo é desenvolver o setor de telecom e fomentar a boa qualidade dos serviço, visando sempre a satisfação do consumidor.
“Nós não queremos demonizar as empresas ou tratá-las como vilãs. Elas são muito importantes. No ano passado, o setor investiu R$ 20 bilhões no Brasil. Mas as empresas têm que manter uma boa relação com o consumidor, que é quem paga a conta”, disse.
Bernardo também frisou o esforço do governo em fazer melhorias no modelo regulatório e desonerar impostos para desenvolver o setor de telecom. Segundo ele, é preciso garantir que os investimentos no setor acompanhem o crescimento do mercado no país e a grande demanda por serviços.
Compartilhamento de torres
O ministro das Comunicações defendeu o compartilhamento de torres de telefonia por parte das empresas de telecom, como forma de reduzir tanto os impactos urbanísticos quanto econômicos. “Está na hora de fazer o compromisso de compartilhar torres. É mais racional fazer uma torre só e colocar todas as antenas lá. É errado fazer as cidades virarem um paliteiro de torres”, afirmou. Segundo Paulo Bernardo, a questão será regulamentada pela Anatel.
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